E eu achava que ficaria à mercê do ostracismo durante as férias.
Pfff.... Como se eu não me conhecesse, nunca deixarei a preguiça e a indolência abater-me.

Tento fugir do termo workaholic, hoje em dia não é bem assim.
Gosto de trabalhar, tenho meus procedimentos, métodos, adoro correr o dia todo, saber o que farei um segundo após terminar uma tarefa. Ter prazos, tempo marcado, lutar contra o final do expediente, correr para aula, chegar esbaforida e na volta entrar quase morrendo no ônibus para casa.
E nos finais-de-semana, acordar cedo para estudar, pensar nas atividades de segunda-feira, estudar junto ao Gabriel. Dois nerds pensam melhor do que um, apesar de estudarmos coisas diferentes, mas simultaneamente.

Odeio sim, perder tempo com banalidades e com a perda de tempo em si, isso é a coisa que mais me irrita.
Lembro do meu pai, quando eu era criança, o quanto ele não suporta pessoas lerdas.
Ele está certo. Para o meu ponto de vista, é perfeito.
Quero o meu trabalho, minha mesa, os almoços naturebas, meus papéis, meu excel, minha calculadora de volta, cantarolar músicas o dia inteiro já que não posso ouvi-las, reuniões marcadas e imprevistas. Gostei das férias, mas chega.






